Dementium II força as barreiras da realidade e do Nintendo DS

Dementium II é uma boa prova de que os consoles da Nintendo abrigam títulos maduros, voltados para os jogadores hardcore. A Renegade Kid — desenvolvedora do jogo — mostra que está bem à vontade com o gênero e a plataforma, explorando um estilo FPS com elementos de Survival Horror que abusa do poderio gráfico do portátil da Nintendo.

Apesar de não ser uma continuação direta de  Dementium: The Ward, o jogo aposta nos mesmos atributos que fizeram de seu antecessor um sucesso. Dementium II conta com uma história própria, independente, com novos protagonista e cenário, entretanto, ainda compartilha a mesma atmosfera violenta, suja e atormentada do jogo original.

Dementium II é um excelente survival horror, pois o suspense criado pelas escolhas artísticas da equipe de desenvolvimento deixa o jogador tenso e atento a todos os detalhes da jogabilidade. A perspectiva em primeira pessoa evita os tradicionais problemas com posicionamento de câmera e os comandos estão bem ajustados às peculiaridades do Nintendo DS.

A Renegade Kid prova que conhece bem o portátil da Nintendo, trazendo melhorias significativas a cada título — Dementium: The Ward e Moon — e atendendo a um nicho de jogadores carente de FPS e jogos mais “maduros” no DS.

Dementium II é uma boa prova de que os consoles da Nintendo abrigam títulos maduros, voltados para os jogadores hardcore. A Renegade Kid — desenvolvedora do jogo — mostra que está bem à vontade com o gênero e a plataforma, explorando um estilo FPS com elementos de Survival Horror que abusa do poderio gráfico do portátil da Nintendo.

Apesar de não ser uma continuação direta de  Dementium: The Ward, o jogo aposta nos mesmos atributos que fizeram de seu antecessor um sucesso. Dementium II conta com uma história própria, independente, com novos protagonista e cenário, entretanto, ainda compartilha a mesma atmosfera violenta, suja e atormentada do jogo original.

Vai e volta

Muitos enigmas do jogo exigem que você fique perambulando pelo cenário revisitando os mesmos ambientes. O famoso backtracking tira muito do brilho e impacto dos ambientes, pois obriga o jogador a visitar o mesmo local mais de uma vez.

Img_originalAlém disso, o sistema de saves também é falho — mesmo sendo um grande avanço em relação ao primeiro jogo — e força o jogador a percorrer grandes segmentos até encontrar um novo save point.

Mula sem cabeça

O combate é interessante, misturando armas leves e robustas que respondem muito bem ao sistema de comando baseado no uso da stylus.

Todavia a inteligência artificial dos inimigos é muito limitada, especialmente no que tange a sua falta de mira e a aparente disfunção motora — além disso, algumas criaturas apresentam uma tendência a “beijar” paredes, correndo a esmo pelo cenário e batendo em todos os obstáculos presentes na tela.

Acabou

Apesar de contar com uma história enigmática e envolvente o jogo é curto e não tem muita “sobrevida” depois de terminado pela primeira vez. Mesmo contado com uma modalidade de jogo diferente chamada survival — que aposta na progressão do jogador na campanha principal para desbloquear novos conteúdos —, o título não mantém o mesmo apelo.

75 ds
Bom