Preparado para voar alto?

Quando Pit, o protagonista da séria Kid Icarus, deu as caras em Super Smash Bros. Brawl, muitos jogadores não faziam ideia de onde o personagem tinha vindo. O fato não é surpreendente, uma vez que após o primeiro game da franquia (lançado para o NES, em 1986), o último jogo estrelado pelo herói angelical foi lançado para o Game Boy em 1991 – muito antes de boa parcela dos jogadores da atual geração terem nascido.

Quando Uprising foi anunciado para o 3DS, no entanto, a expectativa em torno do retorno de uma das franquias mais antigas (embora pouco ativa) da Nintendo não foi nada pequena. E com o título finalmente em mãos, é possível entender o porquê.

Afinal, todo o cuidado característico da Nintendo se mostra mais uma vez presente neste que é um de seus primeiros jogos a chegar ao 3DS com uma mecânica verdadeiramente original – lembrando que Super Mario 3D Land e Mario Kart 7, embora incrivelmente divertidos, utilizam as mesmas fórmulas presentes em seus antecessores.

Após um hiato de 20 anos, a série Kid Icarus retorna majestosamente aos video games com Uprising. Não se deixe levar pela primeira impressão causada pelo seus controles pouco ortodoxos, uma vez que é possível modificá-los e até mesmo acostumar-se com a configuração padrão.Img_normalEm contrapartida a esta única falha, Kid Icarus: Uprising apresenta alguns dos visuais mais bem trabalhados, cujo uso dos efeitos tridimensionais da tela do console é realmente de impressionar até os mais exigentes games.

Ao mesmo tempo, o título apresenta uma campanha única e espetacular, dotada de bastante bom humor e chefes bastante desafiadores. Tudo isso com dezenas de colecionáveis e segredos escondidos que o deixarão jogando por muito tempo. Sendo assim, não perca tempo e vá voar com a ajuda Palutena você também!

Kid Icarus: Uprising foi gentilmente cedido pela Get Game.

Pronto para acabar com a Medusa?

A campanha principal de Kid Icarus apresenta uma trama bastante simples, mas nem por isso pouco empolgante. Medusa, a herdeira da escuridão, está mais uma vez voltando as suas forças contra a humanidade. Para evitar maiores desastres, a deusa da luz, convoca o herói Pit para lutar em seu nome.

Embora seja uma divindade de grande poder, Palutena pode conceder apenas cinco minutos de voo à Pit. Após esse tempo, as suas asas pegam fogo até desaparecer completamente. É nesse período que ocorrem as primeiras metades de cada capítulo.

Img_normalNesse primeiro momento, como guiado pela deusa, o trajeto é realizado automaticamente, enquanto cabe ao jogador decidir controlar apenas a mira de Pit e a sua posição na tela. Já na segunda parte dos estágios, sempre em terra firme, é preciso também determinar o trajeto realizado pelo personagem.

Enquanto os capítulos são relativamente curtos, a campanha toda exige pelo menos uma dezena de horas antes de ser completada. Tudo isso sem tornar-se repetitiva, graças às clássicas viradas no enredo, assim como às batalhas épicas contra os comandantes da Medusa.

“Mas uma deusa não consegue enxergar tudo?”

Img_normalEm busca da localizada de um dos generais do exército adversário, Pit questiona a sua divindade com a pergunta deste subtítulo, apenas para descobrir que Palutena não pode ajudá-lo por conta de uma cirurgia nos olhos recente.

Além desta e de outras respostas cretinas, os diálogos exercidos entre os personagens são um dos grandes pontos altos do game. Não apenas muito bem-humoradas, as conversas estão repletas de referências a outros títulos da empresa. Ao mesmo tempo, ninguém tem medo de assumir que tem pleno conhecimento do fato de estar dentro de um jogo.

Equipe-se até os dentes

Se há algo que os jogadores de Uprising não podem reclamar é de falta de variedade. Há vários tipos de armas para conquistar das mais diversas maneiras, ao mesmo tempo em que existem inúmeros modelos de cada tipo, cada um com suas vantagens próprias.

Ao mesmo tempo, com o decorrer do jogo, poderes especiais são desbloqueados para poder ser utilizados pelo protagonista. Enquanto na primeira metade de cada fase apenas um especial de raios (concedido por Palutena), é possível configurar diversos sets de habilidades para as fases terrestres.Img_normal

De maneira semelhante ao sistema de Kingdom Hearts: 358/2 Days, Uprising utiliza uma grade em que é possível encaixar peças contendo os diferentes poderes. Aqueles que concedem mais vantagens costumam ocupar mais espaço e apresentar formas mais irregulares do que as habilidades mais casuais, menores e mais simples. Ao mesmo tempo, é possível configurar até quatro sets distintos, ajustados para as suas mais diferentes necessidades.

Tempere dificuldade a gosto

Kid Icarus: Uprising apresenta um sistema bastante interessante para se adequar ao estilo de todos os tipos de jogadores: o caldeirão de demônios. Enquanto o jogo apresenta uma escala de dificuldade – chamada de intensidade – de 1 a 10, ele permite que você aumente ou diminua o valor padrão de cada fase ao preço de corações (a moeda do game).

Enquanto diminuir a dificuldade pode tornar as partidas mais fáceis do que morrer em Dark Souls, isso também reduz a quantidade de recompensas encontradas no estágio. Ao mesmo tempo, enfrentar uma intensidade maior lhe concede prêmios específicos, além de abrir áreas nas fases que estariam fechadas de outra maneira.

Local ou online, Kid Icarus é diversão multiplayer

Enquanto que apenas o modo solo de Uprising já é suficiente para se divertir, o modo multiplayer também consegue ser bastante divertido. Nele, é possível utilizar todo o seu equipamento conquistado para enfrentar outros jogadores em duas modalidades diferentes.

Enquanto o primeiro modo consiste em batalhas no estilo “cada um por si”, o segundo divide até seis jogadores em dois times diferentes em partidas divididas em duas etapas. Tudo isso com opções de personalização como limites de tempo e do uso de itens, por exemplo.

Seu pulso irá doer

Enquanto os controles de Kid Icarus: Uprising podem ser considerados como a única falha do game, este é um defeito bastante notável e que compromete bastante a experiência do jogo. Isso porque o sistema padrão de comandos é um pouco estranho.

Img_normalEnquanto o jogador controla os movimentos de Pit com o direcional, é necessário mirar os seus disparos utilizando a Stylus na tela sensível ao toque do 3DS. Para completar o esquema, o botão L serve de gatilho para os tiros disparados pelo anjo. A disposição, embora um pouco estranha, funciona bem nas fases aéreas. Contudo, nas partes terrestres, quando é necessário controlar também as câmeras do jogo, tudo se embanana.

Enquanto é possível ajustar os controles de acordo com as suas preferências, infelizmente não há nenhuma opção que utilize o acessório Circle Pad Pro do 3DS para controlar o ângulo de visão. Desse modo, prepare-se para ser atingido por tiros indesejados e encontrar algumas surpresas pouco agradáveis por conta do esquema confuso.

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