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Mario Party: Island Tour
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Mario finalmente lembrou como se faz uma boa festa

Paulo Guilherme

Ao longo dos anos, tive a oportunidade de experimentar todos os games da série Mario Party. Lembro-me da alegria de acompanhar a ascensão da franquia até Mario Party 6, no Gamecube, da mediocridade de seus dois sucessores (sem contar o pouco chamativo título lançado para DS) e da enorme decepção que foi Mario Party 9. Mesmo assim, mantenho-me fã do título, torcendo que o próximo lançamento consiga superar os outros.

Por isso, foi com um misto de esperança e apreensão que aceitei a tarefa de testar Mario Party: Island Tour. Afinal, com a queda de qualidade que a série vem sofrendo e em uma plataforma com menos poder, será que a Nintendo tem alguma chance de fazer a franquia se reerguer? Para minha surpresa, parece que eles conseguiram tal façanha; por pouco, mas conseguiram.

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Mario Party: Island Tour ainda tem um longo caminho até alcançar a qualidade dos títulos da série em seu auge. Isso não quer dizer, no entanto, que o game é ruim.

Muitos dos problemas dos últimos MPs foram resolvidos, enquanto vários daqueles que ficaram acabaram “caindo como uma luva” na versão, visto que estamos falando de um jogo para portátil e que, por isso, ele deve ser um pouco mais rápido e descomplicado. Com isso, pode-se dizer que os fãs da série finalmente têm motivos para jogar um Mario Party novamente.

Este jogo foi cedido para análise pela Nintendo.

Jogo rápido

Um dos pontos que mais critiquei em minha análise de Mario Party 9 foi a simplificação exagerada das mecânicas da série. E Mario Party: Island Tour leva isso a extremos: as fases são ainda mais curtas, itens quase não existem e os tabuleiros possuem apenas um ou dois eventos especiais aguardando você.

Se isso era garantia de um game ruim para um Mario Party nos consoles, a proposta funciona com perfeição no 3DS. Está bem, não temos uma jogatina com tanta estratégia quanto antes. Em compensação, as partidas são muito mais diretas e simples – o que é uma ótima pedida para o tipo de experiência que os portáteis tentam trazer.

Vários games em um

Mario Party: Island Tour é como uma coleção de jogos de tabuleiro em um cartucho. Se antes tudo o que o cenário do game fazia era mudar a disposição dos espaços no trajeto, neste título cada mapa tem propostas completamente diferentes.

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Exemplos disso não faltam. Enquanto a primeira fase, por exemplo, vem com a proposta mais próxima da original da franquia, cenários como o Banzai Bill’s Mad Mountain obrigam o jogador a escolher constantemente entre se esconder ou se arriscar a ser alvo de um Bullet Bill disparado acidentalmente por você ou seus adversários. Já a Kamek’s Carpet Ride troca os famosos dados da série por cartas com quantias determinadas de movimento (fica a seu cargo decidir qual delas usar).

O resultado disso é que você dificilmente vai se contentar a ficar em apenas uma fase. Uma vez que cada uma possui um “charme próprio”, é provável que você acabe jogando cada uma delas várias vezes. E se você se cansar dela, é só ir para a próxima – as propostas são tão distintas que a maioria não vai sofrer com a repetividade.

Fazendo bom uso do 3DS

A série Mario Party já é famosa por dar os mais variados usos para cada mecânica presente no console em que é lançada. E se no Wii isso resultou em vários mini games pouco divertidos em que você precisava chacoalhar o controle de um lado a outro, em Island Tour temos muitas outras maneiras de interação que são executadas com maior qualidade.

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Primeiro temos o direcional analógico, que dá uma precisão muito maior do que aquela que vemos no Wii. Já a tela sensível permite uma melhor interação em mini games de puzzles, enquanto o sensor de movimento do portátil resulta em jogos simples de mira que funcionam muito bem.

Por último, mas não menos importante, Mario Party: Island Tour merece elogios por tirar o máximo dos gráficos do 3DS. Todos os personagens, cenários e objetos possuem modelos e texturas incríveis a ponto de serem comparados aos de um game para consoles mais poderosos – isso sem falar dos efeitos 3D, que, apesar de simples, prometem agradar os fãs da tecnologia.

Festejando com os amigos

Por mais que Mario Party costume ter um single player competente, não há como negar que o verdadeiro forte da série sempre foram as partidas multiplayer com seus amigos (MP não é conhecido como o game destruidor de amizades à toa). E aqui, embora não haja um modo online (falaremos disso em breve), a Nintendo trouxe uma ótima ferramenta para permitir que você jogue mesmo com seus amigos que não possuem o título.

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Isso porque Mario Party: Island Tour é um dos poucos títulos lançados para o 3DS que fazem uso do Download Play para permitir que até quatro pessoas joguem a partir de um único cartucho. Vale notar que esse modo não diminui em nada a qualidade da jogatina: uma vez que parte do conteúdo do game é baixada temporariamente para os consoles de seus amigos, todos vocês terão a mesma experiência.

Jogatina offline apenas

Agora que elogiei a parte multiplayer, é hora de voltar para o “probleminha” que havia mencionado antes. O fato é que Mario Party: Island Tour não possui qualquer suporte para partidas online; o que não é nenhuma novidade, vindo da Nintendo, mas que ainda é uma falha pesada em um game com tamanho foco na jogatina com amigos.

Nessa hora, muitos vão querer defender a "Big N", dizendo que a série Mario Party tem como objetivo trazer uma jogatina multiplayer “presencial”. Esse ponto tem seu mérito. Mas o fato é que o que os gamers querem hoje são opções e, por isso, não poder travar disputas com seus amigos pela internet definitivamente é uma fraqueza e tanto.

Quando a sorte vale mais que a habilidade

Os veteranos de Mario Party já devem estar cansados de saber que habilidade normalmente é um fator pequeno na série – normalmente, a sorte costuma roubar o primeiro lugar mesmo do melhor jogador, que vence todos os mini games. E se você tinha alguma esperança de que isso mudasse, lamentamos informar que a situação foi para pior.

Em praticamente todas as fases, obstáculos obrigatórios que só podem ser atravessados pela mais pura sorte vêm para atrasar ainda mais os azarados. Ao mesmo tempo, disputas valendo itens poderosíssimos, capazes de mudar o jogo por completo, parecem ter a "mania" de serem resolvidas em mini games em que sua habilidade não conta em nada.

A situação, no entanto, se torna ainda pior devido ao tamanho diminuto das fases. Isso porque praticamente não há espaço para uma virada no jogo – logo, ser “atingido” por um item ou ser alvo de um evento que joga você do primeiro para o último colocado é praticamente uma derrota garantida.

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O resultado disso normalmente é bastante frustrante. Mas ao menos a Nintendo nos dá um aviso sobre o “perigo”: agora, todas as fases possuem medidores que mostram em quanto sua habilidade (tanto na estratégia do tabuleiro quanto nos mini games) e sua sorte influenciam no resultado final da partida. Não é algo exatamente preciso, mas ajuda você a se preparar.

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78 3ds
Bom